Dados mais recentes do analfabetismo foram divulgados pela Pesquisa Nacional de Amostra por Domicílios (Pnad) 2012, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). De acordo com as informações, 16,7% dos 13,4 milhões de analfabetos brasileiros têm entre 20 e 40 anos; eles representam 2,2 milhões de pessoas que, assim como meio milhão de crianças e adolescentes com idade compreendida entre 10 e 19 anos, não estão alfabetizadas.
Ainda de acordo com os dados, do total de analfabetos brasileiros, 45% (mais de 6 milhões) têm mais de 60 anos e 7,2 milhões de brasileiros que deveriam saber ler e escrever (com mais de 10 anos de idade) vivem nos estados situados na região Nordeste. Na Bahia, mais precisamente, 42,86% da população com mais de 60 anos é analfabeta. Tais informações chamaram a atenção da deputada estadual Graça Pimenta (PMDB), que reforça a cobrança referente a mais investimentos na área educacional.
?Diante de notícias como esta, reforço a opinião de que a educação como um todo precisa ser revista e que é preciso investir no aperfeiçoamento dos professores, buscar técnicas de motivação, assim como oferecer estruturas escolares adequadas aos alunos e buscar mecanismos que permitam que os mesmos aprendam o que é ensinado, pois, muitas vezes, os estudantes apresentam problemas de aprendizagem e os mesmos não são identificados. Vale lembrar outra informação preocupante: de acordo com dados de um relatório divulgado no início deste ano pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), o Brasil ocupa o 8° lugar entre os países com maior número de analfabetos adultos. Ao todo foram avaliados 150 países, o que demonstra que é preciso agir brevemente no que tange a educação brasileira e, mais precisamente, nordestina?, destaca a parlamentar.
No ano 2000, é preciso destacar, o Brasil assinou a Declaração de Dacar “Educação para Todos”, elaborada pela Cúpula Mundial da Educação. Os países que assinaram se comprometeram a reduzir o analfabetismo em pelo menos 50% até o ano de 2015. A meta brasileira era chegar a um índice de 6,7%, porém, segundo a Unesco, o Brasil não conseguirá alcançar a meta.



