Um Carnaval além de Salvador, com mais investimentos no interior do estado, foi a proposta anunciada pelo governador Rui Costa durante entrevistas nos dias de folia. Para mostrar que está mesmo disposto e preocupado com a festa no interior, ele foi na segunda -feira para Barreiras, no Oeste baiano, e embarca para Porto Seguro, onde o Carnaval começa nesta quarta-feira (18).
Rui Costa é cumprimentando por baianas no Carnaval de Barreiras
(Foto: Mateus Pereira/GOVBA)
O governador prometeu ainda apoio para outras duas cidades com Carnaval forte na Bahia: Rio de Contas, na Chapada, e Maragojipe, no Recôncavo. ?Essa ida a Barreiras é uma declaração clara de que o Carnaval – e o turismo – não deve ser pensado só na capital e na região metropolitana, mas no estado como um todo?. Ele voltou a reivindicar o espaço do estado como agente protagonista da festa, para além dos serviços de segurança pública e saúde.
Para isso, Rui afirmou que vai conversar com a prefeitura e com artistas baianos para ?reinventar? o Carnaval. ?É lógico que é importante que o estado mantenha uma boa relação com as prefeituras de todos os municípios, principalmente da nossa capital. Não é compreensível para o cidadão que haja birra com o prefeito da cidade. Quem pagaria seria o cidadão, os dois têm obrigação de se entender e tocar todos os projetos para Salvador?, afirmou.
Sobre as mudanças, o governador preferiu não adiantar planos. ?Vamos fazer um grande debate com a prefeitura, os artistas, para discutir como vai ser o Carnaval em 2016. Não quero decidir a partir das minhas convicções, nunca fui de tirar ideias do bolso assim?.
Mas o Carnaval do governador não foi só de decisões administrativas. Ninguém pode falar que os dias de Carnaval do governador foram de pouco movimento. Desde quinta-feira, quando participou da abertura da festa de Momo com o prefeito ACM Neto, o governador não parou mais.
Ele, que se diz folião desde quando morava na Liberdade e comprava tecidos para fazer mortalhas com os amigos de infância, garantiu que teria pique até o fim. Mas teve que cancelar sua visita à sede dos Filhos de Gandhy, ontem à tarde, no Pelourinho, por causa do cansaço.
Ele tinha voltado de Barreiras na madrugada, fez despachos na Governadoria na manhã de ontem e preferiu descansar no último dia de Carnaval. Também a agenda foi cheia ao lado do secretário de Turismo, Nelson Pelegrino, que o acompanhou em quase todas as aparições da festa.
Grávida, a primeira- dama, Aline Peixoto, também não apareceu muito durante os dias de Carnaval. Mas deu para o governador aproveitar o Carnaval no camarote junto com a filha Marina. Ele também participou da saída do Olodum, no Pelourinho, na sexta, visitou camarotes no circuito Dodô e também passou pelo camarote oficial do Governo no circuito Osmar (Centro).
Para Rui, um dos dias mais emocionantes talvez tenha sido, ao mesmo tempo, o mais constrangedor. Na noite de sábado, durante a saída do Ilê Aiyê, na Liberdade, onde viveu na infância, ele chegou junto com o prefeito ACM Neto e vaias tomaram conta da rua. Alguns chegaram a chamar o governador de assassino, por causa da morte de 12 jovens no bairro do Cabula no último dia 6. Lá, ele prometeu diálogo com entidades do movimento negro.



