A Procuradoria Geral da Fazenda divulgou uma lista, na última quinta-feira (20), com os valores das dívidas de 103 clubes brasileiros com a União. Surpreendentemente, o Vitória, que prega a política financeira “pés no chão”, apareceu à frente do arquirrival Bahia, com um débito de R$ 51,014,905.20. O clube foi representado pela empresa Vitória S/A, criada em 1998 pelo ex-presidente do time Paulo Carneiro. Em entrevista , o atual mandatário rubro-negro, Carlos Falcão, disse que, na verdade, a dívida é de cerca de R$ 14 milhões. “Sobre o Vitória S/A, não participo, não sou presidente. Desconheço tudo do Vitória S/A. É outra gestão, outra coisa. Não falo do Vitória S/A”, disse ele.Cerca de R$ 37 milhões ainda estão em jogo. Quem assume essa dívida? De acordo com o comprovante de inscrição da empresa na Receita Federal, o ex-presidente do Leão da Barra Alexi Portela é o presidente da sociedade, junto com os diretores Claudio Figueiredo e Lucas Drummond. Alexi negou ser presidente da empresa, e apontou Claudio como o mandatário. “Na época, vendemos para um grupo de argentinos, que tínhamos sociedade, e esse grupo colocou Claudio como presidente da empresa”, contou Alexi.ContradiçãoNa comprovação de inscrição do Vitória S/A aparece o nome de Gilmar Almeida do Carmo como representante da empresa. Em contato com o Metro1, Gilmar, que é contador, admitiu que o Esporte Clube Vitória, por meio do departamento jurídico do clube, contratou-o para ser “freelancer” na empresa, mas, ao ser questionado sobre a inclusão do seu nome no cadastro da empresa, ele disse que foi responsável por uma renovação de alvará “há muito tempo”. “Quando acontece [de chamar] eu faço o trabalho. Não é permanente. Ligue pra lá [departamento de contabilidade], eles têm mais informações”, disse Gilmar.A declaração do contador vai contra o posicionamento de Carlos Falcão, que afirmou que o clube não tem nada a ver com o Vitória S/A – embora a Fazenda federal pense o contrário. Por diversas vezes, durante a entrevista, Gilmar repetiu que o clube o contratou para resolver pendências da sociedade. E agora?



