“Ir e voltar a pé, almoçar como boia-fria, sendo tratado com total indiferença por parte dos &#39&#39maiores&#39&#39, e receber em cheque e sacar quando estiver perto da próxima quinzena”, denuncia trabalhador da Ramarim

São inúmeras as denúncias dos funcionários da fábrica de calçados Ramarim com relação ao trabalho desenvolvido, muitos consideram trabalho escravo, afirmação negada pela chefe da SUDIC, Drª. Conceição Gonzales que destacou que trabalho escravo não tem remuneração. Ressaltou ainda que a fábrica tem 600 funcionários com carteira assinada. ?Significa que ao final do cumprimento do trabalho essas pessoas vão receber seus salários?, disse.

Em contato com a redação do Blog do Valente, uma funcionária da fábrica que pediu para não ter o nome revelado por medo de retaliação, convidou a chefe da SUDIC para passar um dia de trabalho com os funcionários da Ramarim e ainda desabafou sobre as condições de trabalho. ?Convido a senhora Conceição a trabalhar um dia conosco, ir e voltar a pé, almoçar como boia-fria, sendo tratado com total indiferença por parte dos ''maiores'', e receber em cheque e sacar quando estiver perto da próxima quinzena, que nunca fecha o salário certo, dando apenas para comprar o básico. Certamente sua situação não é igual a nossa, trouxe benefício sim, porém não está de acordo com o que um cidadão merece?, pontuou.

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