Os produtores rurais terão mais um ano para se inscrever no Cadastro Ambiental Rural (CAR). O prazo terminaria na próxima terça-feira (5), mas o ministro interino do Meio Ambiente, Francisco Gaetani, disse hoje (30), em audiência na Comissão de Agricultura da Câmara, que o governo decidiu adiar a obrigatoriedade. Segundo ele, o decreto de adiamento será publicado na semana que vem.Criado pelo Código Florestal e aprovado em maio de 2012 o CAR serve como um banco de informações sobre os imóveis rurais. O cadastro reúne dados como a delimitação das áreas de proteção, reserva legal, área rural consolidada e áreas de interesse social e de utilidade pública.
Francisco Gaetani disse que autoridades e especialistas de outros países se surpreendem com a iniciativa brasileira de fazer o levantamento. ?Estamos saindo do mundo da falação para o mundo do pragmatismo e do planejamento do uso do nosso potencial?, destacou.
O ministro foi convidado para explicar a atual situação do CAR e discutir a Política Nacional de Pagamento por Serviços Ambientais. No debate com os parlamentares ele afirmou que o governo ainda estuda um modelo de pagamento pela preservação das florestas.
Em Santo Antônio de Jesus, José Carlos Toneto explicou o que pode acontecer com quem deixar de fazer o cadastro. ?O proprietário rural que não fizer o cadastro ao longo do próximo ano ficará impedido de obter financiamento bancário e inevitavelmente passará a ser alvo de multa pelos órgãos de fiscalização, não custa nada fazer recadastramento?.
?Já existem experiências exitosas em São Paulo, no Rio de Janeiro, Amazonas, Acre, Paraná, Espírito Santo, mas o desafio é encontrar uma forma de desenvolver essa ferramenta para usá-la em todo o território?, explicou Gaetani.
Para mais informações sobre o CAR, acesse o site www.car.gov.br


