O presidente da Câmara, deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), afirmou nesta segunda-feira (27), em almoço com empresários em São Paulo, que não tem aspirações políticas para disputar a Presidência da República em 2018.
Referindo-se a ele mesmo na terceira pessoa, afirmou, durante encontro do Lide (Grupo de Líderes Empresariais), que pretende apenas completar seu mandato na Câmara.
? O Cunha quer cumprir o seu papel institucional. Criar as condições para a melhoria de vida da população. […] Não sou candidato a nada. Sou candidato a fazer o que eu prometi na minha campanha. […] Talvez possa ser reeleito [deputado federal].
Mas após anunciar há duas semanas seu rompimento com a presidente Dilma e o Governo, Cunha afirmou que o governo teme a continuidade do seu trabalho no comando da Casa.
? Claramente o Executivo teme a continuidade do nosso trabalho.
Sobre o rompimento, Cunha disse que não se arrepende e avisou que não o fez 'a fim de obter apoio'.
? Não queria convencer ninguém a me seguir. Se o PMDB apoiou a reeleição [de Dilma] nas últimas eleições, 41% votaram contra isso. Certamente hoje, dentro do PMDB, já tem uma opinião contrária à aliança. Eu votei a favor da aliança, mas hoje eu não votaria mais.
Ainda sobre a quebra das relações com o governo, afirmou que defendeu a própria opinião pessoal e foi ' vítima de uma violência' ? uma referência às supostas ligações com envolvidos na operação Lava Jato.
? Eu não podia me acovardar e não reagir.Cunha foi citado em depoimento de Júlio Camargo por supostamente ter pedido US$ 5 milhões para sua campanha eleitoral.
Questionado sobre a queda de popularidade dos políticos em geral, o presidente da Câmara concentrou as atenções no PT.? A popularidade do PT consegue ser pior que a da Presidente. De repente todo o PT conseguiu jogar para baixo a popularidade da Presidente. Não podemos confundir todos os parlamentares com o que é o PT hoje. O Legislativo é o poder mais transparente. (r7)



