Um estudo com várias universidades do mundo comprova que a mudança de temperatura provoca vários problemas de saúde. Algumas cidades registraram uma diferença de temperatura de 20 graus no mesmo dia.Quem acordou cedo em São Paulo nesta quarta-feira (29) saiu de casa e enfrentou todo o nevoeiro e frio, mas o sol apareceu e começou a esquentar. Na capital paulista, a diferença de temperatura, nesses últimos dias, chegou a 13 graus. Em Cuiabá, chegou a 20 graus. Fez uns 16 graus de manhã e 36 graus à tarde.
A mudança de temperatura é bem perigosa. Uma pesquisa feita com varias universidades do mundo, entre elas a Universidade de São Paulo (USP), mostrou que a amplitude térmica pode até matar. No Brasil, nas cidades de São Paulo, Belo Horizonte, Porto Alegre e Cuiabá, por dia, isso aumenta em até 3% o número de pessoas que podem morrer por causa de doenças cardiovasculares.
Os idosos e as crianças sofrem mais porque o termostato deles não funciona tão bem. ?Existem evidências muito sólidas coletadas em varias cidades brasileiras e várias do mundo que a variação talvez seja pior do que a manutenção de uma temperatura num patamar fixo. Quando a gente varia muito a temperatura tem uma série de adaptações que o nosso corpo tem que fazer para enfrentar isso?, explica o coordenador do laboratório de poluição atmosférica da USP, Paulo Saldiva.
Por isso é importante tomar alguns cuidados, como beber muita água, porque quando o tempo está instável, as pessoas perdem até dois litros de água por dia. Uma ótima dica é ficar de olho na cor do xixi. Se estiver escuro, é preciso se hidratar mais.Ao sair de casa, as pessoas devem sempre sair com várias camadas de roupa. Se precisar, vai tirando ao longo do dia. Outra dica é umidificar bem os lugares entre 10h e 17h.
?Recomposição de área verde em cidades não é só um fenômeno estético e de captação de gases de efeito estufa. É uma política de saúde. É isso que nós temos que fazer. Devolver um pouco do que nos foi tirado no ambiente. Enquanto isso não ocorre, temos que fazer isso dentro das nossas casas, esperando que tenha uma política pública de revegetação das nossas cidades?, completa Saldiva. (G1)



