Desde sua conversão ao candomblé, há 18 anos, a mãe-de-santo Rejiane Varjão, de 35, sempre ouviu ofensas e presenciou olhares de reprovação por conta de sua opção religiosa, mas jamais sofrera a violência que passou na última quarta-feira, quando teve seu centro depredado, em Santo Antônio do Descoberto, Goiás.
? Quebraram tudo, os santos, as imagens, e ainda levaram louça, talheres. Tive um prejuízo de cerca de R$ 30 mil. Candomblé é uma religião cara ? lamenta ela.
Rejiane relata que, por volta das 18h, uma vizinha ao centro telefonou avisando que um grupo de quatro homens encapuzados estava destruindo o local. A mãe-de-santo, que mora a 40 minutos do local, correu para a região junto com o marido, o babalorixá Edvaldo do Nascimento, e lá encontraram portas e janelas arrancadas.
? Tenho esse centro há cinco anos e hoje recebemos 69 filhos, de crianças a idosos. Lembro que, tanto durante a construção como nas nossas festas, uma pessoa reclamava, falava que tínhamos que aceitar Jesus, mas não desconfiamos de ninguém. Sempre sofri agressões verbais ? afirma a mulher, que acredita em intolerância religiosa



