A Justiça Militar condenou o coronel da reserva José Placídio dos Santos a quatro meses de detenção por publicar ofensas contra os comandantes das Forças Armadas durante os ataques às sedes dos Poderes em 8 de janeiro.
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Placídio foi acusado de incitar um golpe contra o presidente Lula (PT) e encorajar outros militares a se juntarem ao movimento golpista em Brasília. Em postagens, ele conclamou as Forças Armadas a agir e ofendeu diversos oficiais, incluindo o comandante da Marinha, Marcos Sampaio Olsen, e o general Arruda.
Placídio escreveu mensagens desafiadoras nas redes sociais, incentivando um golpe e desqualificando comandantes das Forças Armadas que não apoiaram os atos golpistas.
A sentença foi proferida na terça-feira (27), e o coronel cumprirá a condenação em regime aberto. A decisão estabeleceu a pena base em três meses de detenção, que foi majorada em um terço devido à gravidade das ofensas.
Ele é o segundo coronel da reserva condenado pela Justiça Militar por atos semelhantes. O primeiro, coronel Adriano Camargo Testoni, foi condenado a um mês e 18 dias em regime aberto e perdeu um cargo em comissão no Hospital das Forças Armadas.
Ambos os casos refletem a postura rigorosa da Justiça Militar contra ofensas e incitação ao golpe dentro das Forças Armadas.