Gerente de banco em BH tem explosivos amarrados no corpo após sequestro, diz PM

Uma agência bancária em Nova Serrana foi cercada pelo Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) de Belo Horizonte, na manhã desta quinta-feira (25), depois que o gerente chegou para trabalhar com explosivos amarrados no corpo.

Segundo a Polícia Militar (PM), ele relatou que foi sequestrado durante a noite e ameaçado por criminosos. Os explosivos foram retirados e a vítima passa bem. O caso será investigado.

Conforme a ocorrência, familiares registraram o desaparecimento do gerente que mora em Divinópolis e não chegou em casa após o expediente desta quarta-feira (24). Durante a manhã, ele foi trabalhar apresentando atitudes suspeitas e dizendo que estava com artefato explosivo preso na região da cintura.

Segundo relato da PM, os colegas sabiam do desaparecimento e chamaram viaturas. Equipes isolaram o local e chamaram o Bope, que após algum tempo conseguiu desativar os explosivos e retirar do corpo da vítima.

Bope retirou explosivo do corpo do gerente, que contou sobre sequestro em Nova Serrana (Foto: Thiago Monteiro/Arquivo Pessoal)

Bope retirou explosivo do corpo do gerente, que contou sobre sequestro em Nova Serrana (Foto: Thiago Monteiro/Arquivo Pessoal)

Vítima relata sobre sequestro

Após os fatos, o gerente disse para a polícia que foi abordado por criminosos, próximo a casa dele no início da noite de quarta-feira (24) e permaneceu durante toda a noite em poder de sequestradores. Ele contou ainda que cerca de oito pessoas o levaram para a zona rural.

Durante a manhã desta quinta (25), os criminosos prenderam explosivos no corpo do gerente e determinaram que seguisse no próprio veículo para o banco, onde retiraria o dinheiro. A vítima contou para a PM que era acompanhado por um dos criminosos, que estava em outro veículo.

Contudo, quando chegou ao local de trabalho, a PM foi acionada pelos colegas que sabiam do desaparecimento. Os autores do sequestro não foram encontrados e equipes especializadas retiraram o artefato do corpo da vítima.

Nenhuma quantia em dinheiro foi levada.

*G1