
O deputado federal Ricardo Barros, líder do governo na Câmara dos Deputados, avalia que a CPI da Covid-19 no Senado Federal não vai conseguir provar uma possível falha de atuação do governo federal no enfrentamento à pandemia de Covid-19. Para o parlamentar, o colegiado não encontrou ainda nenhuma posição, documento ou declaração “bombástica”.
“Tanto que está chamando de novo o ministro Queiroga, chamando de novo o ministro Pazuello, porque até agora não achou nada. Os principais depoimentos da CPI já aconteceram e não aconteceu o impacto que eles esperavam nem na formação de opinião pública, nem de conteúdo para o relatório do senador Renan Calheiros”, pontuou, opinando que as próximas semanas do colegiado devem apenas ampliar a contradição dentro da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI). “Acho que a CPI já causou o seu impacto político inicial e daqui para frente vai apenas aumentar a sua própria contradição, porque passará a ouvir pesos que discordam da linha de raciocínio da CPI são pessoas qualificadas, mestradas e doutoradas”, completou o deputado.
Ainda durante a entrevista à Jovem Pan, Ricardo Barros comentou sobre as manifestações contra o governo ocorridas neste sábado em todo o país. Na visão do parlamentar, os atos favoráveis e desfavoráveis ao presidente Jair Bolsonaro mostram a polarização do país e antecipam o processo eleitoral de 2022.
“As pessoas estão se posicionando, clara possibilidade de uma eleição de 2º turno entre o presidente Jair Bolsonaro e o ex-presidente Lula“, afirmou. “Uma reação para não permitir que a versão positiva do movimento pró Bolsonaro fique na mente das pessoas. Como movimentos foram significativos, procurou causar o contraponto. É absolutamente normal, mas esse movimento [deste sábado] foi reação ao movimento prestigiado do presidente Bolsonaro.”




