Gastos com gasolina comprometem 11% da renda familiar no Nordeste, diz Fipe

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Completar o tanque do automóvel com gasolina comprometeu o equivalente a 11% da renda familiar no terceiro trimestre deste ano na região Nordeste. O dado, divulgado pela Folha de S. Paulo, nesta quarta-feira (13), revela que o percentual é elevado em relação à média das outras regiões, onde o consumo é de 6,6% do orçamento familiar.

Os estados com menores valores são o Distrito Federal (3,5%), São Paulo (4,9%) e Santa Catarina (5,4%). Os três estados com maiores percentuais são o Maranhão (12,1%), Alagoas (11,9%) e Bahia (11,4%).

Os números demonstram o poder de compra de combustíveis, calculado pela Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas). Segundo Bruno Oliva, economista e pesquisador da Fipe, o indicador reflete as desigualdades socioeconômicas existentes entre as regiões brasileiras, tanto no que se refere aos preços cobrados nos postos quanto com respeito à renda domiciliar mensal.

“No Nordeste, os preços dos combustíveis são mais altos, em média, do que nas outras regiões. Além disso, a renda domiciliar mensal é menor, o que torna o impacto do gasto com gasolina ainda mais significativo”, explica Oliva.

O economista destaca que o aumento dos preços dos combustíveis tem impactado negativamente o poder de compra das famílias brasileiras, especialmente as de baixa renda. “Essa é uma preocupação para o governo, que tem buscado medidas para reduzir o impacto desse aumento”, afirma.