Afastado, Witzel se diz ‘perplexo’ com a ‘velocidade’ da decisões judiciais contra ele

O governador afastado do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, se disse “perplexo com a velocidade” com o que processo contra ele tem tido andamento. O político alega não ter tido tempo suficiente para se manifestar e reclama o fato de a denúncia ser baseada exclusivamente da “fala” do delator.
Em entrevista a CNN Brasil nesta segunda-feira (31), Witzel “responsabilizou” o ex-secretário de Saúde do Rio, Edmar Santos, principal relator do caso, como o “operador do esquema”. Afirmou lamentar as “práticas” realizadas pelo ex-secretário. “A denúncia oferecida nos denuncia de forma açodada, apressada, em corrupção e lavagem de dinheiro de R$ 500 mil. O delator é o único que figura na denúncia. O Edmar foi uma escolha técnica que, infelizmente, se demonstrou como operador de um esquema de corrupção na área da saúde. Ele diz que vem operando desde 2016. É lamentável que tenha se infiltrado no nosso governo para continuar realizando essas práticas”, destacou.

Ao ser questionado, Witzel questionou ainda o fato de “não ter sido encontrado dinheiro em espécie nem joias em sua casa”. Segundo ele, “tudo foi declarado [para a Receita Federal]”.  Em sua fala, o governador afirmou nunca ter “desconfiado” das práticas de Edmar e que os contratos não passavam por ele, mas eram avaliados pela Controladoria do Estado. “A forma que ele operava é muito difícil encontrar a forma como ele trabalhava. Ele direcionada os contratos e recebia dinheiro em espécies das OSs. Nenhum contrato passa pela minha mão. Passa pela controladoria”, disse.  Sobre o processo de impeachment, Witzel afirmou ter, á época da aceitação da abertura do processo, ter liberado a bancada governista para votar favorável.  A votação de abertura do processo contou com 69 votos favoráveis e uma abstinência. Nenhum dos parlamentares do Rio de Janeiro se posicionou contrário a abertura da investigação.

“Eu liberei a bancada, não tenho nada a temer e um processo de impeachment. Vamos demonstrar em todas as instâncias que não teve irregularidade”. Sobre o afastamento, para Witzel a decisão é “monocrática”. “A decisão foi dada no dia 18 e cumprida no dia 28 e vai para a mesa da Corte dia 2. E tudo isso sem eu poder me manifestar. Qual vai ser o critério da Corte para decidir? Estamos um tanto quanto perplexo sobre essas questões”, acrescentou.

Fonte: BN