Dólar tem maior queda diária em dois anos e meio

A street hawker counts dollar bills in a street of Caracas on November 19, 2019. – Venezuela’s President Nicolas Maduro has been forced to loosen exchange controls and the prevailing prices during the 20 years of Chavism, due to lack of liquidity, collapse of the oil production and US sanctions. (Photo by Federico PARRA / AFP)

Influenciado pela retomada da euforia nos mercados externos, o dólar retornou para o nível de R$ 5,30 e teve a maior queda diária em dois anos e meio. A bolsa de valores recuperou-se do recuo de ontem (11) e encerrou com leve alta.

O dólar comercial encerrou esta terça-feira (12) vendido a R$ 5,323, com queda de R$ 0,181 (-3,29%). A divisa caiu durante toda a sessão, até fechar próxima da mínima do dia.

Com o desempenho de hoje, o dólar passou a acumular alta de 2,49% em 2021. Até ontem, a valorização estava em 6,01%. O real liderou os ganhos perante as principais moedas globais, à frente do rublo russo, que se valorizou 1,9%, o rand sul-africano (1,8%) e o peso mexicano (1,3%).

No mercado de ações, o dia também foi marcado pelo otimismo. O índice Ibovespa, da B3, subiu 0,6%, fechando a sessão aos 123.998 pontos. O indicador iniciou o dia próximo da estabilidade, mas foi beneficiado pelo ingresso de capitais externos.

Depois de vários dias de tensão, o otimismo retornou aos mercados globais por causa da perspectiva de um novo pacote de estímulos para a economia norte-americana pelo futuro governo dos Estados Unidos. A injeção de dólares pelo Banco Central da maior economia do planeta reduz as pressões sobre países emergentes, como o Brasil.

A divulgação de que a inflação oficial pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) fechou 2020 em 4,52% também ajudou a derrubar o dólar. Com o índice acima do centro da meta, o diretor de Política Monetária do Banco Central (BC), Bruno Serra, disse ser possível que o Comitê de Política Monetária (Copom) reveja em breve a manutenção da taxa Selic (juros básicos da economia) em 2% ao ano.

A expectativa de que os juros básicos podem começar a subir antes do planejado para segurar a inflação e tornar o Brasil mais atrativo para o capital financeiro, estimulando a entrada de recursos no país.

Fonte: Agência Brasil




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