Os sete deputados do PT que integram a Comissão de Direitos Humanos e Minorias (CDH) da Câmara – quatro titulares e três suplentes – oficializaram nesta quarta-feira a saída do colegiado. Em ofício entregue ao líder da bancada petista, José Guimarães (CE), os membros da Frente Parlamentar em Defesa dos Direitos Humanos (FPDDH) alegaram incompatibilidade com o atual presidente da comissão, o pastor Marco Feliciano (PSC-SP), alvo de protestos por declarações consideradas racistas e homofóbicas.
O documento é assinado pelos deputados Erika Kokay (DF), Nilmário Miranda (MG), Domingos Dutra (MA), Janete Pietá (SP), Padre Ton (RO) e Vicentinho (SP). Nele, os parlamentares solicitam sua retirada da comissão “sem a indicação de substitutos”. “Tiramos este encaminhamento partidário para não legitimar as decisões que estão sendo tomadas na comissão, que virou palco de teses fundamentalistas, homofóbicas, preconceituosas, de expressão de ódio às minorias sociais e de ataque à dignidade humana”, diz o ofício.
No texto, os deputados também criticam o fechamento das sessões da comissão, medida que “afastou o público” e restringiu a participação popular. Os petistas concluem prometendo priorizar sua atuação na FPDDH, “como espaço alternativo para acolher a sociedade, em especial as minorias”. Ao receber o documento, o líder da bancada petista, José Guimarães, declarou seu apoio à medida, “pela incompatibilidade de convivência democrática na comissão”. “A posição está correta. A bancada apoia a retirada e o nosso objetivo agora é fortalecer a Frente, porque o legado da CDH pertence à Casa. E pertence ao PT também, porque o PT foi construtor desse legado. (…) Vou comunicar ao presidente da Casa e à própria comissão”, prometeu. (Terra)
Opinião de Léo
Esses deputados estão criando uma situação delicada, para o PT e para a Presidente Dilma com relação aos Evangélicos, pois Feliciano conseguiu agrupar todos, colocar de um lado evangélicos e do outro os grupos contra homofobia, manifestantes.
Entretanto, o Feliciano pode está trazendo uma discussão, que muita gente defende que precisa ser feita, por exemplo, se o estado é laico, por que o feriado religioso só se restringe ao catolicismo? Por que o dia de Nossa Senhora Aparecida é feriado e o dia do Evangélico não? Já pararam para pensar nisso!
E já pensou se cada religião e cada grupo, começar a cobrar, alegando que sua religião cresceu e que também deve haver feriado! Das duas uma, ou vão acabar com os feriados católicos ou vão criar feriados para o outro lado.
Segundo o censo de 2010, havia quarenta e dois milhões e trezentos mil evangélicos no Brasil, o que representa 22,2% dos brasileiros. Um crescimento de 61, 45% em 10 anos. Atualmente esse número deve ser maior.
Os evangélicos cresceram, atuaram de uma forma incisiva nessa questão das drogas e dos problemas das pessoas; a igreja católica também, com suas pastorais, fazem esse trabalho muito bem.
Consequentemente, as pessoas vão começar a questionar, o nosso país não é democrático, por que só uma religião é tida como oficial? É tema para debate e em determinado momento poderá ser questionado.



